Em noites muito frias, lavar o cabelo de menos ou de mais, e em água na temperatura mais quente que se pode conseguir, pode causar alguns dissabores aos fios. Isso é agravado com o uso errado de secadores e, ainda mais, se a chapinha for usada incorretamente.

Lavar menos os fios aumenta a oleosidade da raiz, predispondo a lesões avermelhadas e descamativas no couro cabeludo, a dermatite seborreica, diz a dermatologista Karina Medeiros, cooperada da Unimed Curitiba. “Mantenha a higiene local e a frequência de limpeza: se o cabelo é oleoso, não há problema em lavar diariamente. Caso seja seco, pode ser suficiente lavar em dias alternados”, diz ela.

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Água muito quente aumenta a oleosidade e pode desencadear ou piorar a dermatite seborreica (caspas) em quem tem essa predisposição. “O calor abre as cutículas do fio, que fica mais quebradiço, ressecado e sem brilho. Lave em água morna ou com mangueira, na pia, após o banho”, diz ela, que atende no ambulatório de Tricologia do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie.

Usar secador com ar muito quente e próximo do fio aumenta a oleosidade fragiliza os fios. Seque ao máximo com a toalha, use cremes com função de proteção térmica e use secador a 15 cm de distância e sempre em movimento. “Nunca use chapinha no fio úmido e mantenha contato muito rápido com o fio”, diz.

Usar touca ou gorros com frequência também pode ter algum resultado ruim, se a pessoa tiver uma predisposição e suar muito no couro cabeludo. Assim é preciso maior atenção para o aumento de oleosidade e surgimento de dermatite seborreica. “Mas os demais cuidados ajudam a controlar esse caso”, diz ela.

Resistir aos cremes, jamais!

Os banhos quentes também podem estar por trás da piora de dermatites ligadas à pele ressecada, incluindo a atópica, assim como o uso de sabões e a resistência em usar cremes hidratantes por causa do frio, diz a médica dermatologista Valéria Franzon. “O paciente com psoríase também tende a ter sua condição piorada, pois que a exposição à radiação solar, que tem efeito anti-inflamatório, reduz muito nesta estação”, diz ela, que também é professora da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

Para manter a pele hidratada nesta época do ano, indica a dermatologista Valéria, em vez de loções, invista em cremes hidratantes mais ricos e densos, a exemplo dos balm, que formam uma película lipídica que protege da perda transepidérmica de água e trazem melhor resultado no manejo da pele ressecada no frio.

E, outra vez, evite banhos muito quentes, não use buchas e excesso de sabões. “Se a pele for muito ressecada, são indicados produtos syndet, que não tem sabão na fórmula e não agridem a pele, sem deixar de proporcionar limpeza”, fala ela, explicando que a pele ressecada é uma pele que coça e que, se a pele não estiver bem hidratada no frio, o indivíduo pode sofrer com mais prurido cutâneo.

Garrafinha é ainda mais amiga no inverno

Hidratar no inverno não passa apenas pelo uso de cremes. Na estação, a vontade de tomar água diminui naturalmente por que a temperatura interfere na necessidade do organismo de receber líquidos, diz a nutricionista Sophie Deram. Com perda de líquido do corpo também menor, isso desencadeia a redução no consumo de água, ao contrário do ocorrido no verão, quando costumamos transpirar mais.

“Não podemos esquecer de beber água no inverno e nesta estação a garrafinha deve ficar anda mais próxima e assim você não se esquece. Lembre que uma grande parte da água vem nos alimentos, e sopas são uma boa fonte! E cuidado com o excesso de bebida alcoólica. Como tudo na vida, o excesso faz mal”, diz ela.