Este é um texto um pouco diferente. O caminho natural pra nós, na redação da Tribuna, seria receber o material vindo da assessoria de imprensa da Prefeitura de Curitiba, ajustar algumas coisas para adequá-lo ao perfil da Tribuna, e publicar. Ao receber o texto que falava sobre as inscrições para o Conservatório de Música Popular Brasileira resolvi contar minha breve história.

Antes, porém, lembro que as inscrições para as aulas do primeiro semestre de 2021 vão até o dia 26 de janeiro. Portanto, clique aqui e faça sua inscrição.

Sou um apaixonado por música e me meto a cantar desde que me conheço por gente. Não acho que eu cante bem, mas de tanto ouvir rádio (sim, rádio, aquela coisinha em que você sintoniza uma emissora e ouve músicas, notícias e grandes comunicadores).acho que tenho uma noçãozinha. Mas queria mais. Queria cantar bem… quem sabe virar um cantor de boteco, me arriscar no The Voice e daqui uns anos neste sonho de criança cantar para multidões.

Minha realidade, no entanto, se resume a tomar bronca do professor Joubert Guimarães toda semana porque não ensaiei direito. Como não tenho a disciplina necessária, acho que minhas multidões se resumem à minha família numa video-chamada de Natal. E para mim está louco de bom.

Mas nas aulas do CMPB, ainda num tempo em que não existia pandemia, aprendi muito. As técnicas de respiração, o melhor uso do diafragma, o potencial da minha voz (descobri que sou um barítono, apesar de não saber ao certo o que isso significa). Faço aula há dois anos. Já tive a honra de cantar para a o público durante o Afina-se (evento em que os alunos cantam para quem quiser assistir no maravilhoso prédio do CMPB, no Largo da Ordem, em Curitiba.

Cantei Dorival Caymmi, João Donato (duas vezes), Caetano Veloso, Chiquinha Gonzaga, Victor Ramil, Almir Sater, Aldir Blanc. O professor Joubert é um cara fantástico. Me ensinou tudo que sei tecnicamente sobre cantar, apesar de eu ser um aluno bem relapso. Me deu broncas, tirou sarro, me elogiou, sorriu comigo e vibrou com a evolução durante as aulas na sala Tom Jobim daquele prédio histórico.

Aulas, aliás, que ele se desdobrou para ministrar da melhor forma possível na pandemia. E fez coisas incríveis, até show virtual fizemos. Os arranjos do professor Daniel Amaral, então, nossa senhora. O arranjo de Lua Branca que ele fez para mim é coisa para se por num quadro.

Estou pronto para iniciar meu terceiro ano no CMPB. Fiz minha rematricula e, mesmo que as aulas sejam online, a chance de aprender com grandes profissionais me mantém motivado. Então, recomendo a todos que sonham em viver de música, pela música ou para a música a procurar o CMPB. Pais, façam isso pelos seus filhos (desde que eles queiram, claro). Piazada… se agilize. É muito legal.

Pra todos os gostos

Para este ano, são 22 cursos de instrumentos, canto, disciplinas teóricas e cursos específicos para crianças. Acordeom, baixo elétrico, bandolim, bateria, canto popular, cavaquinho, clarinete, flauta transversal, guitarra, percussão, piano, saxofone, trombone, trompete, violão, violão 7 cordas e viola caipira estão entre as várias opções. Para atender as medidas de segurança diante da pandemia de covid-19, todas as aulas serão ministradas de forma on-line.

Na 1ª fase das inscrições, o candidato deverá ler atentamente o edital geral, as informações gerais sobre o curso de seu interesse e em seguida preencher a ficha de inscrição.  A inscrição poderá ser feita em quantos cursos o candidato tiver interesse. Somente em relação a um mesmo curso (que seja disponibilizado por dois professores diferentes), o candidato deverá optar por um dos professores.

Após esse procedimento, o candidato deverá aguardar o edital de aprovação da 1ª fase. Se for aprovado, passará para a 2ª fase das inscrições quando se submeterá a um teste/entrevista realizado on-line. A lista com os nomes dos selecionados – na 1ª e 2ª fases – será divulgada no próprio site.

Mais informações podem ser obtidas pelo email secretariacmpb@curitiba,pr,gov,br ou pelo site do CMPB. As aulas começam no dia 22 de fevereiro.