Entre os idosos, as fraturas podem ser um grande problema, principalmente se resultarem em hospitalização, que pode acabar em infecções e outros desfechos não desejados. Devido ao isolamento social, muitas famílias diminuíram a assistência que davam aos mais velhos, fazendo-os se arriscarem em atividades que já não estavam mais habituados a realizar por conta das limitações, como subir em escadas e limpar locais mais altos.

“Some-se a isso que os idosos que eram mais ativos, realizavam caminhadas, pilates, hidroginástica, fisioterapia, deixaram de fazer, o que também pode contribuir com a perda do condicionamento físico e o aumento do risco de quedas”, alerta o médico ortopedista Ademir Schuroff, do Hospital Marcelino Champagnat.

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Entre as fraturas mais comuns nos idosos estão as do fêmur proximal (quadril), rádio distal (punho), úmero proximal (ombro) e coluna. Dessas, as fraturas do fêmur proximal (quadril) apresentam um risco maior de morbidade e mortalidade, diz o médico, por exigir internamento hospitalar e cirurgia precoce.

“A realização precoce da cirurgia proporciona uma recuperação mais rápida, menor tempo de internamento e menor risco de complicações”, diz ele, assinalando que a cirurgia visa melhorar a dor, evitar o internamento prolongado, tirar o paciente da cama, possibilitar uma reabilitação e a alta hospitalar precoce, com as orientações adequadas.

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Os internamentos prolongados afetam a saúde do idoso porque o deixam suscetível a um maior risco de infecções hospitalares e outras complicações como insuficiência renal e delirium. “As infecções mais comuns são as pulmonares, contraídas no sítio cirúrgico. Quanto maior o período de hospitalização e restrição ao leito, maior a redução no grau de funcionalidade do idoso”, diz ele.

Entre idosos

O envelhecimento torna os idosos mais suscetíveis a riscos de fratura pelo desenvolvimento gradual de osteopenia e osteoporose, e também são eles que mais sofrem na hospitalização, por serem mais comuns na idade avançada as doenças cardíacas, pulmonares, diabetes e hipertensão arterial. “Essas doenças aumentam o risco de complicação na cirurgia e no pós operatório”, diz ele.

A diminuição de força e massa muscular (sarcopenia) no idoso, que predispões a mais quedas e fraturas, também tende a dificultar e prolongar o período de recuperação e aumenta a chance de dependência para as atividades de vida diária após a saída do hospital.