Um bate-papo entre amigos, regado ao melhor do rock nacional, um bocado de Jovem Guarda e até alguns sambas. Essa é a promessa feita por Erasmo Carlos, um dos mais consagrados cantores brasileiros de todos os tempos, que se apresenta de hoje até domingo, em Curitiba. O show é super intimista e o espaço, o Teatro da Caixa, permite que a interação entre fã e ídolo seja o grande diferencial das apresentações, todas com lotação esgotada.

O show será “Piano & Voz”, com a presença do maestro José Lourenço “Positivo” nos teclados. “Esse show é um prato cheio para quem gosta de mim, é super intimista. Não é um show, mas um bate papo musical, bem à vontade. O público interage comigo e eu canto meus sucessos todos. É muito legal”, disse o cantor à Tribuna.

Estar perto do ídolo não será um problema para quem for ao teatro. “Eu não sou difícil, uma pessoa intocável. Isso me aproxima do público. Não faço esse pra fazer tipo, é porque sou assim”, diverte-se Erasmo, que justamente por vender simpatia em toda sua carreira ganhou o apelido de Gigante Gentil.

Erasmo volta a Curitiba apenas 15 dias depois de sua última passagem. Embora não tenha se apresentado sozinho, ele veio até a capital participar da gravação do Especial do Roberto Carlos, que teve uma parte registrada no show do Rei na Ópera de Arame. “Curitiba é uma maravilha. Sempre recebo um carinho muito grande. Sou bem recebido aqui desde quando você não era nem nascido (nota do redator: acertou o Tremendão em relação à minha idade, mas ele não faz ideia do quão admirador sou do seu trabalho). As pessoas gostam muito de mim aqui”, gabou-se.

Ao longo de seus 78 anos de vida e 54 anos de carreira fonográfica, Erasmo entra numa fase especial de sua trajetória. Além do álbum de inéditas, “Amor é isso” (2018), ele prepara o lançamento de um disco só com sambas. “Eu sempre gravei samba, mas ninguém reparou. Minha primeira música gravada, inclusive, era um samba (Maria e o Samba). Quando o Tim (Maia, cantor brasileiro amigo de infância de Erasmo) me ensinou os primeiros acordes, eu aprendi tocar samba e rock, mas nunca tive acesso ao pessoal do samba e fui por outro caminho. Mas já tive alguns sucessos, como Coqueiro Verde e Cachaça Mecânica”.

O primeiro single do novo trabalho se chama “Morena nua, que abalou a estrutura do esplendor do carnaval”, escrita com Max de Castro. O disco é intitulado “Quem disse que eu não faço samba” um projeto audiovisual encomendado pela gravadora Som Livre. O lançamento será no dia 20 de dezembro.

Viva o amor

Dono de alguns dos maiores hits da música brasileiro ao longo dos últimos 50 anos, Erasmo não perde o pique. “É minha vida, é o que eu sei fazer, o que gosto de fazer. Graças a Deus sobrevivo disso, fazendo o que gosto, com as minhas músicas”, disse.

O combustível que sustenta o Tremendão de pé é o melhor de todos: o amor. “Eu falo de amor, bicho. O amor sempre está presente na vida das pessoas, desde o início e para sempre. O amor é vida, é tudo, sustenta a terra, o planeta. O amor é minha religião”, concluiu.