A alta procura por álcool gel tem criado oportunidades para mal intencionados. O item tem sido um dos principais aliados para o combate ao novo coronavírus, pois sua ação antibacteriana e antiviral tem sido necessária para a higienização das mãos. Porém, a comercialização de álcool gel falsificado tem feito muitas vítimas. A própria atriz paranaense Grazi Massafera publicou recentemente em suas redes sociais um alerta. Ela comprou, sem saber, álcool gel fabricado com gel de cabelo. 

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E como saber se o item é falsificado ou adulterado e não cair nessa furada? Para o farmacêutico e bioquímico Júlio Cezar Merlin, que é coordenador do curso de Farmácia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), a principal orientação é comprar o produto num lugar de confiança, como farmácias, supermercados, ou farmácias de manipulação. “Se é um produto industrializado, ele sofre fiscalização da Vigilância Sanitária e outros órgãos. É uma garantia maior de que o produto traz efetivamente o que está escrito na embalagem”, explica o farmacêutico.

Grazi Massafera alerta sobre álcool gel falsificado. Foto: reprodução / Instagram.

Nada de gel de cabelo ou gelatina

Para que o álcool garanta o aspecto de gel, não tem nada de gel de cabelo ou gelatina. Sua fabricação, que é feita em laboratórios seguros e por farmacêuticos e químicos, usa espessantes específicos. São esses espessantes que dão a textura e ao mesmo tempo mantém a proporção de 70% de álcool. 

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Como a fabricação do álcool gel pode ser feita de diversas maneiras, é difícil identificar quando um produto é falso somente pelo cheiro ou textura. Isso acontece porque a produção do álcool gel faria de acordo com o fabricante. O que é possível afirmar é que, um produto feito com gel de cabelo ou gelatina pode deixar a mão viscosa. Toda a atenção é necessária.

De olho no rótulo

Um produto de boa procedência, de acordo com o farmacêutico, tem informações importantes no rótulo que devem ser verificadas. “Um produto industrializado tem número de lote, data de produção e vencimento, dados da empresa, e um responsável técnico, que pode ser um químico ou um farmacêutico”, esclarece o especialista. 

É importante ressaltar que, quando um produto é adulterado, pode haver também a falsificação do rótulo. “Por isso é importante nunca comprar álcool gel de camelôs e desconfiar quando o produto for muito barato e não tiver procedência”, avisa Merlin.

Como denunciar

No dia 26 de março, a Polícia Civil prendeu em flagrante o proprietário de uma distribuidora de bebidas no Hauer, em Curitiba. Dentro do estabelecimento estava sendo produzido álcool gel clandestino, feito com álcool de combustível e acendedor de churrasqueira. O material usado na fabricação foi apreendido. Se condenado, o homem poderá pegar de 4 a 10 anos de prisão. 

Em caso de suspeita de irregularidades, a denúncia da produção ou comercialização do produto falsificado por ser denunciada diretamente para a Polícia Civil pelo telefone 181 ou diretamente no e-mail da Delegacia de Crimes Contra a Economia e Proteção ao Consumidor (Delcon) delcon@pc.pr.gov.br.

Como prevenir a contaminação por coronavírus

  • Lavar as mãos com frequência/ ou utilizar álcool 70%, principalmente antes de consumir algum alimento;
  • Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
  • Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
  • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca, higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Manter ambientes bem ventilados, evitar contato próximo com pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença;
  • Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações;
  • Pessoas com sintomas de infecção respiratória aguda devem praticar etiqueta respiratória (cobrir a boca e nariz ao tossir e espirrar, preferencialmente com lenços descartáveis, e depois lavar as mãos).

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