A já apelidada terceira grande onda de frio intenso chegou em Curitiba e região nesta semana e a Tribuna foi atrás de dicas para você cuidar do seu animalzinho de estimação sem sustos. Afinal, os pets também sofrem com as temperaturas perto de 0º C e precisam de cuidados para evitar doenças nessa época do ano e até uma hipotermia, que é a queda brusca da temperatura corporal. O veterinário Solano Basso, da Pet Mike Dog Care, deu dicas valiosas para manter a saúde dos amiguinhos preferidos das famílias.

As primeiras dicas falam dos sinais que podem indicar que o pet está sentindo frio. Segundo Basso, é preciso atenção dos tutores para patas e orelhas geladas, tremores pelo corpo e respiração e movimentos mais lentos. “Além disso, é preciso observar se o pet passa muito tempo deitado e encolhido, se ele está menos ativo e dorme mais que o normal e se a temperatura do corpo está muito baixa”, explica o veterinário. Ainda de acordo com ele, a temperatura normal para os animaizinhos vai de 37,5º C a 39º C. “Abaixo de 37º C pode se considerar hipotermia”, alerta.

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Mas o que pode ser feito para o pet não correr risco de hipotermia? O Solano Basso diz que a primeira e mais importante dica é, se for um cão por exemplo, colocá-lo para dentro de casa, principalmente durante a noite. “Se por algum motivo isso não for possível, é obrigatório ao menos oferecer um cantinho coberto, quente e confortável, protegido da chuva e do sereno para ele poder se esquentar”, aponta. E para o veterinário vale tudo, usar o tapete fora de moda, o cobertor velho, a blusa furada ou aquele edredom antigo para tornar a cama dos animaizinhos mais quentinha e aconchegante. “O uso de roupinhas também é uma excelente alternativa para manter o corpinho deles aquecido”, diz.

Para quem tem condições de comprar uma roupinha para o pet, há uma variedade infinita de opções bem quentes disponíveis nos pet shops. “Mas para quem quiser aproveitar aquela camiseta ou blusa infantil velha também vale. Nesse caso, é importante lembrar de amarrar a barra da peça na altura da barriga do animal para evitar que ele suje quando precisar fazer xixi ou coco”, destaca Basso.

Sobre as dicas nutricionais, ou seja, da alimentação dos pets em dias gelados, o veterinário diz que não há necessidade de se fugir da dieta convencional oferecida diariamente, mas, em alguns casos, pode ser necessário aumentar um pouco a porção oferecida. “Você sente necessidade de ingerir mais alimentos no inverno? Isso também acontece com os animaizinhos e se deve ao fato de que para manter o corpo quente durante o frio, o organismo necessita gastar mais calorias para esta função”, explica.

Basso também revela que não é necessário aquecer a comida antes de oferecer ao pet. “Se a base alimentar é a ração, ela fica na temperatura ambiente. Se for comida preparada, o animalzinho come na temperatura que estiver acostumado”, destacou.

Riscos do pet exposto ao frio

Por fim, pedimos para o veterinário explicar quais as consequências negativas de se deixar o pet exposto ao frio. Basso explicou que, além do desconforto físico inicial provocado pelo frio ao corpo, essa exposição pode levar o pet a apresentar consequências mais sérias para a saúde dele. A principal e mais comum é a gripe canina, também conhecida como tosse dos canis, que se assemelha à gripe dos seres humanos. “Ela provoca nos cãezinhos sintomas de apatia, espirros, coriza e, em estágio mais avançado, uma tosse crônica que lembra engasgos. Vale a pena lembrar que este problema pode ser evitado com a prática anual da vacinação contra a gripe canina”, ressaltou.

Basso também explicou que, quando a temperatura corporal do pet cai muito, o sistema imunológico deles pode ficar debilitado, possibilitando uma série de outros problemas, como infecções causadas por vírus e bactérias, ou até mesmo óbito por falência dos órgãos em casos de hipotermia severa. Ele considera a hipotermia severa quando cães apresentam temperatura corporal inferior a 35º C, os quais necessitam ser aquecidos imediatamente. “Essa condição é mais comum nos cães de rua e naqueles que moram no quintal e não tem acesso a um abrigo aquecido, nem a cobertores ou roupinhas”. 

Nos cães de rua, destaca o veterinário, não são raros os casos de congelamento de extremidades corporais como patinhas, cauda, focinho e orelhas. “Isso ocorre porque, como mecanismo de defesa contra o frio, o organismo direciona o fluxo do sangue para os órgãos vitais. Em casos mais graves há falência dos órgãos e, consequentemente, óbito”, finaliza.

Como fazer uma roupinha em casa

Aproveitando a deixa do Solano Basso, que mencionou o uso de camiseta infantil como solução para uma roupinha prática e barata para usar no pet, a Tribuna separou alguns vídeos disponíveis nas redes sociais que ensinam como fazer uma roupinha em casa. Tem até ideias de uso de meias velhas para os pets de menor porte. Afinal, como disse Basso, vale tudo na hora de aquecer o seu amiguinho mais querido da família.