No topo das melhores dietas para perda de peso em 2022, segundo o ranking anual da US News, no qual um painel de especialistas classifica 40 dietas quanto a determinados objetivos, a dieta flexitariana está cada dia mais em voga, também por reduzir impactos ambientais.

A palavra é a combinação entre duas palavras, flexível e vegetariano. Confira mais sobre essa dieta com informações da nutricionista Priscila Dabaghi, mestre em Ciências e coordenadora do curso de Nutrição da Universidade Positivo (UP):

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No que consiste a dieta flexitariana

É aquela dieta vegetariana ocasional, flexível. Propõe uma mudança gradual de alimentos e estilo de vida, mais saudável e ambientalmente sustentável. Os flexitarianos não são rígidos como os vegetarianos, que eliminam de vez a carne (no caso dos estritos, inclui ainda qualquer produto de origem animal, como leite e ovos), e adotam uma dieta majoritariamente focada em vegetais, com consumo eventual de carne. Essa frequência não é rígida: há quem inclua carne em uma das refeições diárias, somente uma vez por semana, e por aí afora.

Mais fácil de mantê-la

A dieta flexitariana é mais fácil de realizar socialmente do que a vegetariana, pois pode-se comer carne quando têm um evento social ou ao sair para comer algo fora de casa. Isso, sem dúvida, não gera tanto conflito entre o estilo de vida e o contato com o ambiente social.

Motivos dessa escolha

A redução do consumo de carne pode ter várias motivações. Algumas pessoas não gostam do sabor, outros buscam benefícios para a saúde ou querem reduzir os impactos ambientais, no desmatamento e na emissão de gases, de seus hábitos alimentares ou, ainda, questões éticas relacionadas ao abate de animais. O flexitarianismo é quase uma forma de ativismo ambiental baseada em uma mudança lenta na alimentação, que traz ainda benefícios à saúde.

Reduzir a carne reduz elementos danosos

Pelo menor consumo de gorduras saturadas presentes nas proteínas animais, espera-se melhora na prevenção a doenças cardíacas, redução do risco de desenvolver diabete tipo 2 e de câncer de mama, próstata e cólon, se acompanhada de atividade física, além de ajudar na perda de peso. Uma alimentação sem gordura da carne e rica em fitoquímicos dos vegetais reduz a produção de radicais livres – espécie de sujeira que provoca inflamações nas células.

Como pode ser seguida a dieta desse tipo

Não existe um padrão de consumo de alimentos de origem animal para definir o que é ou não um flexitariano. Aa chave dessa dieta é a frequência. Trata-se de um consumo vegetariano regular, combinado com eventual consumo de carne. Se a alimentação é majoritariamente de fontes vegetais e se consome carne só duas ou três vezes por semana, por exemplo, já entra na categoria, sendo algo mais fácil a que se aderir do que o vegetarianismo.

Apesar de parecer restritiva, a dieta flexitariana se trata muito mais de incluir do que de retirar itens do prato. Ao inserir uma gama maior de vegetais e frutas em todas as refeições, é possível redescobrir a variedade alimentar que andava oculta pelo alto consumo de carne como “estrela” do cardápio semanal. Proteínas não vão faltar! A dieta vegetariana e vegana possuem muitas fontes de proteínas como: tofu, soja, feijão, quinoa, folhas verdes, ervilhas, brócolis, cogumelos, abacate, chia, nozes, lentilha, grão de bico e outras!

Erros na dieta flexitariana também existem

Não adianta comer menos carne e errar nas substituições – trocar o bife e o filé de frango, por exemplo, por pão, macarrão, pizza, tortas, esfirras, lasanhas, que são ricos em carboidratos refinados. Em excesso, esses alimentos podem levar ao ganho de peso e maior risco de doenças crônicas (diabete, pressão alta).

Trocar carne por correspondentes vegetais é uma boa?

Substituir tudo por seu correspondente vegetal industrializado não é boa ideia: carne por hambúrguer, linguiça e bacon vegano; leite de vaca por bebida de soja, etc. Muitas dessas opções são ultraprocessadas e cheias de aditivos (o que não é lá muito saudável). Além disso, você perde espaço no cardápio que poderia ocupar com vegetais in natura (altamente indicados pelo Guia Alimentar para a População Brasileira).

Como substituir a proteína de origem animal

O ideal é focar em vegetais como feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha, que fornecem uma boa base proteica acompanhada de fibras e antioxidantes, importantes para o bom funcionamento do organismo e a redução do risco de diversas doenças, incluindo problemas cardiovasculares e câncer. Foque também no consumo de muitas verduras e legumes (brócolis, couve, espinafre, rúcula, cenoura, beterraba, pimentão, jiló)

Há alguma condição de saúde que impede alguém de se tornar um flexitariano?

Não, mas é importante buscar orientação nutricional. O ferro, por exemplo, costuma ser mais difícil de ser absorvido pelo organismo. Anêmicos precisam tomar cuidado ao tirar a carne e não substituir por outra fonte adequada. Mas é possível manter uma dieta saudável e balanceada sem o consumo frequente de carne.

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