Pela primeira vez desde o começo da pandemia a obesidade torna-se fator de risco mais presente na morte de jovens do que de idosos no país. A informação aparece no último boletim da pandemia publicado pelo Ministério da Saúde que traz uma lista de comorbidades e fatores de risco presentes nos óbitos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por covid-19 em 13 semanas epidemiológicas deste ano.

Das 10.992 mortes que ocorreram este ano e nas quais foram observadas a comorbidade obesidade, 5.554 foram entre pessoas abaixo dos 60 anos de idade, pouco mais da metade dos casos.

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Os dados se referem apenas aos 98.550 óbitos de SRAG por covid-19 notificados até a 13ª semana epidemiológica deste ano. Dessas mortes, foram verificadas que 61.281 (62,2%) delas apresentavam pelo menos uma comorbidade.

Cardiopatia e diabetes foram as condições mais frequentes, sendo que a maior parte destes indivíduos que evoluiu a óbito e apresentava alguma comorbidade tinha 60 anos ou mais de idade.

Ano passado

Além dessa informação preocupante, o número de jovens obesos mortos este ano já ultrapassa o número total do ano passado.

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Em 2020, o primeiro ano da pandemia do novo coronavírus, os números de mortos pela covid-19 — entre os 191.552 óbitos (quase o dobro deste ano) notificados entre as SE 08 e 53 — que apresentavam obesidade no Brasil foram de 5172 em menores de 60 anos e de 6495 entre os mais velhos.