Você é daquelas pessoas que adoram colocar a mão na massa, mas fazem isso apenas como hobby, por medo de empreender? Quatro empresários da confeitaria, que já tiveram outras carreiras e hoje fazem sucesso produzindo doces, dão algumas dicas de como fazer o processo de transição.

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Cerca de 100 profissionais ou pessoas interessadas na confeitaria profissional debateram sobre a mudança de profissão na noite da última segunda-feira (2), no Sebrae/PR. O evento foi realizado pelo coletivo Juntos Mais Doces, que uniu confeiteiros de Curitiba no fim do ano passado dispostos a desenvolver – eles já têm mais de três mil seguidores no Instagram.

Confira as dicas para quem quer mudar de profissão e se tornar confeiteiro profissional:

Lays Arce – De farmacêutica e instrumentadora cirúrgica a proprietária da Lays Arce, Confeitaria Irresistível, há dois anos no mercado

“O processo de transição exige, antes de tudo, planejamento. É preciso se centrar naquilo que você quer, qual o propósito e o objetivo do que você está fazendo. Escreva, coloque no papel. No meu caso, este processo, que incluiu uma mentoria, levou cerca de dez meses, período no qual estabeleci etapa por etapa. A primeira foi focada na escolha do público a ser atendido, para depois partir para a definição do produto para atingir este público”.

Foto: Reprodução/Facebook

Cassiana Kalache Sebben – De publicitária a proprietária da The Cakery, há quatro anos no mercado.

“O principal para fazer a transição de carreira é o planejamento. Planejar, ver o que realmente quer, quais suas ideias e aonde você quer chegar. Também é importante buscar um apoio, de alguma forma, algo que te dê segurança para arriscar. E é muito importante testar, porque se não testar, a gente nunca vai saber se vai dar certo. Aliás, é importante saber que, se não der, sempre é possível voltar ao que se fazia antes. Não tem problema nenhum nisso”.

Foto: Reprodução/Facebook

Ana Luiza Torrecillas – De dentista a proprietária da Sugar Bakery, há quatro anos no mercado

“Inicialmente, é fundamental conhecer o público e a demanda que existe para ser atendida. Se você tem um sonho, não importa se ele é grande ou pequeno, o que importa é você sonhar. Então, se você quer realmente mudar de carreira, tem que partir e seguir em frente. No meu caso, foi uma transição natural. Aprendi muito com minha avó e comecei a fazer doces por encomendas nas horas vagas. Em 2016, senti a necessidade de ter o primeiro ponto físico da Sugar Bakery. Hoje já temos o segundo, no Park Shopping Barigui, em Curitiba”.

Foto: Reprodução.

Bruno Fagundes – De administrador a proprietário da Bruno Bolos, há quatro anos no mercado

“Antes de mudar, eu refleti bastante pensando em algo que realmente me satisfizesse. Para começar, é fundamental escolher com o que você quer trabalhar na confeitaria. Ou seja, ter um produto ou um nicho específico, primeiro, para você se estabelecer naquilo e depois, talvez, começar a aumentar o mix de produtos. E, principalmente, ter paciência para as coisas acontecerem”.